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MENSAGEM DO PRESIDENTE DO CONSELHO EXECUTIVO

Caros Utentes e Familiares,

Caros Trabalhadores,

Caros Parceiros e Amigos da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde,


Ao iniciar o triénio 2025-2028 como Presidente do Conselho Executivo da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde, no âmbito da recondução do atual Conselho Executivo, faço-o com renovado sentido de responsabilidade institucional e de compromisso com a missão que nos foi confiada. Esta recondução constitui, simultaneamente, um sinal de confiança no trabalho desenvolvido no mandato anterior e uma exigência acrescida quanto à responsabilidade de dar continuidade, com maior profundidade e determinação, às opções estratégicas entretanto definidas.


O mandato anterior decorreu num contexto particularmente desafiante, marcado por profundas transformações sociais, demográficas e no quadro institucional e legal aplicável. Foi um período de consolidação interna, de reforço do rigor na gestão e de clarificação do papel da Fundação no setor da Economia Social. Esse trabalho constitui hoje uma base sólida, a partir da qual se impõe avançar, com realismo e coragem, nas decisões estruturantes que o futuro exige.


Vivemos um tempo marcado por transformações demográficas profundas e estruturalmente
irreversíveis. O envelhecimento acelerado da população, o aumento das situações de dependência, a solidão e a fragilização das redes familiares colocam às instituições de solidariedade social uma pressão crescente. Neste contexto, a Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde afirma-se pela qualidade das suas respostas sociais, assegurando cuidados continuados, proteção e dignidade a pessoas idosas e particularmente vulneráveis, muitas delas sem retaguarda familiar capaz de garantir os cuidados de que necessitam.


A realidade atual da Fundação exige uma leitura clara e responsável do seu papel. A Fundação é hoje uma instituição predominantemente orientada para o acolhimento e cuidado de pessoas idosas em situação de dependência, com necessidades crescentes ao nível clínico, funcional e psicossocial. Esta realidade impõe elevados padrões de exigência, quer na qualidade dos cuidados prestados, quer na organização interna, nos recursos humanos e na sustentabilidade económica das suas respostas. A missão social da Fundação só é possível se for acompanhada por uma gestão responsável, rigorosa e transparente. O triénio 2025-2028 será, por isso, um período de continuidade com aprofundamento, no qual a sustentabilidade económica, o planeamento estratégico e o controlo financeiro assumem um papel central. Não se trata de gerir para o curto prazo, mas de garantir que a Fundação dispõe das condições necessárias para cumprir a sua missão hoje e nas próximas décadas.

Neste novo ciclo importa igualmente sublinhar o papel relevante do Conselho dos Amigos e Beneméritos, que iniciou também um segundo mandato, em simultâneo com a recondução do Conselho Executivo. O Conselho dos Amigos e Beneméritos constitui uma instância fundamental de ligação da Fundação à comunidade, aos parceiros, aos beneméritos e à sociedade civil, aportando uma visão externa, experiente e construtiva à boa gestão da Instituição. Tal como foi sublinhado na mensagem proferida por ocasião da cerimónia da sua tomada de posse, realizada em 26 de janeiro de 2026, o contributo do Conselho dos Amigos e Beneméritos é particularmente valioso num período
exigente como o que atravessamos, marcado por decisões estruturantes, pelo reforço da sustentabilidade institucional e pela necessidade de consolidar a legitimidade e a confiança da Fundação junto da comunidade e dos seus parceiros. A cooperação leal e contínua entre os órgãos
estatutários e o Conselho dos Amigos e Beneméritos será, por isso, um fator determinante para o sucesso deste triénio.

Neste quadro, a legalização do edificado e a resolução das questões estruturais associadas às instalações da Fundação constituem uma prioridade estratégica absoluta deste mandato. O edificado atual, pela sua antiguidade e pelas exigências legais e regulamentares em vigor, representa um risco institucional que não pode ser ignorado. O Real Estate Business Plan em curso é um instrumento essencial para enquadrar e viabilizar este processo, permitindo tomar decisões fundamentadas, alinhadas com a missão assistencial da Fundação e com a necessidade de assegurar condições adequadas de segurança, conforto e licenciamento, só possíveis com a construção de um novo edifício.

Este é um processo exigente, que implica articulação institucional, rigor técnico e diálogo responsável, incluindo com as entidades tutelares e com a Diocese. A legalização do edificado não é um fim em si mesmo; é uma condição indispensável para o licenciamento da atividade, a continuidade, modernização e diversificação das respostas sociais, para a proteção dos utentes e trabalhadores e para a sustentabilidade futura da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde. Nenhuma estratégia será bem-sucedida sem as pessoas. Os utentes estão no centro de todas as decisões, sendo a sua dignidade, bem-estar e qualidade de vida o critério último da ação da Fundação.

Os trabalhadores, por sua vez, constituem o pilar essencial da qualidade dos cuidados que prestamos. O trabalho desenvolvido é exigente, técnica e emocionalmente, e merece reconhecimento, estabilidade, valorização profissional e condições adequadas para o seu exercício. A aposta na qualificação, na organização do trabalho, na valorização das chefias e das equipas, continuará a ser uma linha constante ao longo deste triénio. A Fundação continuará igualmente a reforçar a sua ligação à comunidade e aos parceiros institucionais, consciente de que a cooperação, a abertura e a credibilidade são fatores determinantes para a sustentabilidade e para o cumprimento da missão social.

O Conselho Executivo assume este novo mandato com plena consciência de que o triénio 2025-2028 será marcado por decisões exigentes, que requerem ponderação, coragem e sentido de missão. A recondução do Conselho não significa imobilismo, mas antes responsabilidade acrescida: a de concluir processos iniciados, de aprofundar opções estratégicas e de garantir que a Fundação se prepara, de forma sólida e realista, para o futuro. Com confiança nas chefias e nas equipas, com sentido de responsabilidade institucional e com profundo respeito pela missão que nos foi confiada, acreditamos que este triénio poderá ser decisivo para assegurar a continuidade, a sustentabilidade e a dignidade da Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde, ao serviço dos mais frágeis.


Lisboa, 29 de janeiro de 2026.

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