HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO

A criação do Lar remonta ao ano de 1896, quando a senhora D.ª Maria Balbina dos Reis Pinto deixou em testamento, à Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e São Sebastião, um edifício em Campo de Ourique destinado a garantir assistência e conforto a cegos pobres.
Na sequência deste último desejo da benemérita senhora, foi criado oficialmente o Asilo de Cegos de Nossa Senhora da Saúde, por alvará, de 28 de julho de 1897 (do Governo Civil do Distrito de Lisboa), no edifício onde, ainda hoje, funciona a Fundação-Lar, tendo como primeiro presidente Pedro José Agostinho de Mendoça Rolim de Moura Barreto, 2.º Duque de Loulé (1830-1909).
Até julho de 1985 manteve a designação de Asilo de Cegos de Nossa Senhora da Saúde, tendo sido a Associação Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde, até início do ano de 1989, data a partir da qual passou a designar-se por Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde (FLar), reconhecida, em 10 de fevereiro de 1989, como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública.

Em 1987, graças à ação benemérita dos Comendadores Manuel Nunes Corrêa e sua esposa, D.ª Maria Eva Nunes Corrêa, foi possível construir um novo edifício, na área à retaguarda ocupada pelos jardins, o que permitiu aumentar a capacidade de alojamento do Lar.
Mais tarde, em 1991, com os apoios do Ministério do Emprego e Segurança Social e da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, foram efetuadas obras para adaptação e ampliação do edifício sede, as quais foram inauguradas a 08 de maio de 1994.

Todos os anos, no mês de junho, por ocasião das comemorações do aniversário da Fundação-Lar, os órgãos sociais da Irmandade e da Fundação-Lar recordam os seus beneméritos, cuja memória está espelhada nos utentes, incluindo alguns cegos, reafirmando o desejo secular da nossa instituidora, D.ª Maria Balbina.
Nas cerimónias do 113.º Aniversário da Fundação-Lar, em junho de 2009, foi inaugurada a atual sala de refeições, a qual só foi possível graças à ação benemérita da nossa saudosa residente, D.ª Ana Torrealba Carrasco Rebelo de Andrade, representando uma melhoria na qualidade de vida dos nossos utentes.

A Fundação-Lar, herdeira do espírito da instituidora, desenvolve a sua atividade sob a invocação de Nossa Senhora da Saúde e a administração da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e São Sebastião, tendo como missão prestar o apoio aos idosos, de modo a garantir a sua autonomia, o bem-estar subjetivo, a autoestima e o envelhecimento ativo, dignificando a pessoa e a valorização individual nas componentes biológica, psicológica, cultural e espiritual.
Atualmente, a capacidade da Fundação-Lar para as Respostas Sociais é de 105 idosos residentes no Lar e de 30 utentes no Centro de Dia.

UM POUCO SOBRE D.ª MARIA BALBINA
Durante a sua vida, D.ª Maria Balbina dos Reis Pinto (1820-1890) procurou sempre orientar a sua ação benemérita para os mais desfavorecidos, em particular para os cegos, transmitindo a mensagem de dignificação da condição humana, a qual tem perdurado na sua obra, ao longo dos tempos.
Falecida a 20 de Junho de 1890, passou os últimos anos em total alheamento da vida real, resultado do infortúnio que a atingiu quando, em cerca de ano e meio, perdeu os seus dois filhos e uma filha, com idades próximas dos 35 anos.

DESCRIÇÃO E SIMBOLOGIA

O logotipo, na sua simbologia, une fortemente aspetos religiosos e sociais da Fundação: acolher e cuidar com dignidade as pessoas cegas e idosas.
A imagem de Nossa Senhora sugere proteção divina e o bordão, estrada e manto, indicam orientação espiritual e apoio social contínuo.
O formato circular sugere unidade, integridade e inclusão.
No rebordo externo, pode ler-se:
- Na parte superior: “Fundação-Lar de Cegos de Nossa Senhora da Saúde”;
- Na parte inferior: “Fundada em 1896”.
O uso do azul e branco transmite serenidade, confiança e religiosidade.
A imagem central representa uma forma estilizada de Nossa Senhora, com manto azul em forma triangular e um círculo com pontos ao redor da cabeça, sugerindo a auréola, um símbolo clássico de santidade.
Face às referências históricas, esta estilização remete-nos para uma das invocações marianas, a da Nossa Senhora da Saúde, em quem a benemérita fundadora, Dona Maria Balbina dos Reis Pinto, pela sua forte religiosidade e devoção à santa, se inspirou para a criação e condução da obra social.
Nas suas mãos, a santa segura o bordão dos cegos, alusão à missão primordial de acolhimento e cuidado a pessoas cegas, que conjugada com a imagem triangular do manto, lembra uma estrada ou um caminho, possivelmente simbolizando orientação, direção e luz.
O amarelo ao fundo, em forma de um arco, sugerindo um olho abstrato, simboliza a visão espiritual ou interior, de especial significado numa instituição que acolhe cegos.
Cores predominantes:
- Azul: paz, espiritualidade, serenidade;
- Amarelo: luz, calor humano, acolhimento;
- Branco: pureza, fé,