{"id":1770,"date":"2025-03-05T09:50:50","date_gmt":"2025-03-05T09:50:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/?page_id=1770"},"modified":"2025-09-15T09:26:22","modified_gmt":"2025-09-15T09:26:22","slug":"patrimonio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/patrimonio\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"1770\" class=\"elementor elementor-1770\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e64f65d e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"e64f65d\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-0b52d62 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"0b52d62\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;shape_divider_bottom&quot;:&quot;curve&quot;,&quot;shape_divider_bottom_negative&quot;:&quot;yes&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-shape elementor-shape-bottom\" aria-hidden=\"true\" data-negative=\"true\">\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 1000 100\" preserveAspectRatio=\"none\">\n\t<path class=\"elementor-shape-fill\" d=\"M500,97C126.7,96.3,0.8,19.8,0,0v100l1000,0V1C1000,19.4,873.3,97.8,500,97z\"\/>\n<\/svg>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ffa8088 elementor-invisible elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ffa8088\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;_animation&quot;:&quot;fadeIn&quot;}\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">PATRIM\u00d3NIO<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ee3d268 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"ee3d268\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-afe80e6 elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"afe80e6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-99760c3 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"99760c3\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-01a239f elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"01a239f\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h5>\u00a0<\/h5><p>A Capela primitiva foi edificada no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, junto \u00e0 antiga muralha Fernandina, por iniciativa dos artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o do Castelo de S\u00e3o Jorge, ap\u00f3s uma epidemia que afetou Lisboa. Em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, pelo facto daquela epidemia n\u00e3o ter atingido a guarni\u00e7\u00e3o do Castelo, os militares dedicaram a ermida \u00e0 devo\u00e7\u00e3o do santo m\u00e1rtir S\u00e3o Sebasti\u00e3o (tamb\u00e9m militar romano), proclamado patrono de Roma pelo Papa Greg\u00f3rio Magno, devido a uma epidemia que afetou Roma na antiguidade.<\/p><p>A Irmandade dos artilheiros foi ganhando import\u00e2ncia e, em 1596, a ermida passou a Igreja paroquial de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, ano em que sofreu algumas obras da autoria do arquiteto Teod\u00f3sio de Frias (1555-1634), que foi o arquiteto do Rei Filipe II em Portugal.<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XVII<\/strong><\/h5><p>Em 1661, ap\u00f3s o desentendimento entre os respons\u00e1veis do Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e da Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade, tal situa\u00e7\u00e3o levou os artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o de Lisboa a oferecerem a ermida de S\u00e3o Sebasti\u00e3o para receber a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade e, desde essa data, a ermida passou a designar-se de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. A Irmandade da Senhora da Sa\u00fade, criada em 1570, tinha a sua sede no Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e foi nesse ano que se realizou, pela primeira vez, a prociss\u00e3o de Nossa Senhora da Sa\u00fade, a qual \u00e9 atualmente a mais antiga da cidade de Lisboa (em 20 de abril de 1570).<\/p><p>As duas irmandades (S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Nossa Senhora da Sa\u00fade) juntaram-se numa mesma Irmandade, atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o do Papa Alexandre VII, nascendo assim Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, tendo sido colocada, em 20 de Abril de 1662, a imagem da Senhora da Sa\u00fade no altar-mor da Capela.<\/p><p>Em dezembro de 1670, foi contratado o mestre marceneiro Manuel Fernandes Valad\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do ret\u00e1bulo e tribuna da capela.<\/p><h5>\u00a0<\/h5><h5><strong>S\u00e9culo XVIII<\/strong><\/h5><p>Em 1705 a irmandade contratou o arquiteto Jo\u00e3o Antunes para remodelar a capela. Foi nesta fase que foi constru\u00edda a atual fachada em estilo barroco, com o portal barroco de linguagem erudita, com aletas, s\u00edmbolo da arquitectura religiosa barroca.<\/p><p><em>Jo\u00e3o Antunes (1643-1712) foi um arquiteto da Corte Portuguesa, considerado um dos mais importantes do per\u00edodo barroco em Portugal.<\/em><br \/><em>A sua principal obra foi a Igreja de Santa Engr\u00e1cia (iniciada 1682), em Lisboa, sendo de destacar, tamb\u00e9m em Lisboa, a Igreja do Menino Deus (1711-1737) e a sacristia do Hospital de S\u00e3o Jos\u00e9, antigo Convento e Col\u00e9gio de Santo Ant\u00e3o-o-Novo. Outro trabalho not\u00e1vel foi o t\u00famulo da Princesa Joana no Mosteiro de Jesus, atual Museu de Aveiro.<\/em><\/p><p>A planta da Capela apresenta uma nave \u00fanica, coberta por ab\u00f3bada estucada e ornamentada com pintura, \u00e0 qual se justap\u00f5em a capela-mor e a sacristia.<\/p><p>O terramoto de 1755 n\u00e3o provocou danos graves na Capela, mas depois da cat\u00e1strofe foi reconstru\u00eddo o front\u00e3o da fachada, de estrutura simples, integrando uma pedra com as iniciais A.M. coroadas, que significam Ave Maria. No front\u00e3o de lan\u00e7os, sobre a janela que o encima, ficou o bras\u00e3o de armas portugu\u00eas, repetido no interior sobre o arco triunfal.<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5564 alignright\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem10.png\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem10.png 253w, https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem10-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 253px) 100vw, 253px\" \/><\/p><p>Foi tamb\u00e9m reconstru\u00edda a capela-mor, coberta por ab\u00f3bada de aresta e totalmente revestida de talha dourada rococ\u00f3 pol\u00edcromada, com trono ao centro, onde est\u00e1 a imagem da padroeira. O tecto simples tem uma pintura ornamental sobre estuque figurando ao centro o monograma mariano.<\/p><p>Foi tamb\u00e9m depois do terramoto que nas paredes laterais da nave da Capela foi criado o silhar de azulejo azul e branco com figura\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, da autoria do mestre Ant\u00f3nio de Oliveira Bernardes (1662-1732). Bernardes foi um pintor em tela e em azulejo, nascido no Alentejo, sendo um dos mestres da produ\u00e7\u00e3o do azulejo em Portugal que deixou diversos trabalhos em Estremoz, \u00c9vora, Portalegre, Lisboa, Braga, Barcelos, Ponta Delgada e Cascais. No painel de azulejos da Capela s\u00e3o representadas v\u00e1rias figuras do Antigo Testamento, identificadas nas respetivas legendas (<span id=\"MainContent_SubSiteContent_lblDescription\">NAAS\/ABRA\u00c3O\/AMINA\/SALOM\u00c3O\/TARE\/ISAAC)<\/span>.<\/p><p>A capela-mor ostenta uma esmerada decora\u00e7\u00e3o em talha dourada e pintada, de fei\u00e7\u00e3o rococ\u00f3, particularmente no seu ret\u00e1bulo, formado por colunas salom\u00f3nicas e, um pouco recuadas, colunas caneladas, que sustentam o front\u00e3o ornado de anjos e a c\u00fapula do camarim oval onde surge o trono eucar\u00edstico e, \u00e0 frente, a venerada imagem da padroeira, de roca e vestidos. \u00c9 ainda digna de refer\u00eancia a antiqu\u00edssima imagem de Nossa Senhora da Gra\u00e7a, guardada em maquineta (estrutura em madeira tipo orat\u00f3rio), que tinha sido mandada colocar pelo rei D. Fernando I num nicho, numa porta da Cerca que recebeu o seu nome.<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XIX<\/strong><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5565 alignright\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem11.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"219\" \/><\/h5><p>Depois da \u00e9poca conturbada das invas\u00f5es francesas e dos conflitos internos resultantes da revolu\u00e7\u00e3o liberal, a Irmandade voltou a ter a prote\u00e7\u00e3o dos monarcas, da nobreza, das elites militares e de alguns benem\u00e9ritos.<\/p><p>Em 1861, o Rei D. Pedro V elevou a ermida \u00e0 dignidade de Capela Real e nos anos seguintes foram realizadas novas obras, com a abertura de dois altares laterais:\u00a0 no ret\u00e1bulo do lado do Evangelho (altar lateral esquerdo) ficou a imagem de Nossa Senhora da Piedade, ali colocada em 1861, depois de ser retirada \u00a0de um nicho que existia na Rua dos Cavaleiros. Neste altar existe uma l\u00e1pide testemunhando que a iniciativa de cria\u00e7\u00e3o deste altar, em 1864, foi de Ant\u00f3nio Flor\u00eancio de Sousa Pinto (1818-1890).<\/p><p><em>Sousa Pinto era oficial de Artilharia, foi General Diretor Geral de Artilharia, Ministro da Guerra e Ajudante de Campo dos reis D. Fernando e D. Lu\u00eds e Par do Reino. Foi escritor, fundador\u00a0 da Revista Militar e do Gr\u00e9mio Liter\u00e1rio, Presidente da Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha.\u00a0<\/em><\/p><p>No altar do lado da ep\u00edstola (altar lateral direito), ficou a imagem do Senhor Jesus dos Aflitos. Sobre a m\u00edsula do lado da ep\u00edstola do arco triunfal est\u00e1 a imagem de Santo Ant\u00f3nio. De destacar o portal seiscentista, ret\u00e1bulo de Br\u00e1s de Almeida e as pinturas de Ant\u00f3nio Machado Sapeiro.<\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5555 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1-300x199.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1-300x199.png 300w, https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Imagem1.png 351w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p><p>Foi tamb\u00e9m nesta \u00e9poca que a capela recebeu algumas das mais not\u00e1veis pe\u00e7as do seu esp\u00f3lio de mantos e vestidos oferecidos em rogo ou ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, como o vestido de casamento de D. Maria Ana de \u00c1ustria com D. Jo\u00e3o V, um oferecido por D. Miguel e ainda outro doado por D. Maria II.<\/p><p>Em 1875 foi constru\u00edda a torre sineira, cuja obra foi por F. Joaquim Barbosa, patrocinada pelos irm\u00e3os benem\u00e9ritos: Marqu\u00eas da Fronteira, coronel Ant\u00f3nio Flor\u00eancio de Sousa Pinto e Quintino Costa (tesoureiro da Irmandade).<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XX<\/strong><\/h5><h5><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5576 alignright\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/casa-branca.png\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/casa-branca.png 180w, https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/casa-branca-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><\/h5><p>No final do s\u00e9culo XX (entre 1988 e 1991) merece destaque a pavimenta\u00e7\u00e3o em cal\u00e7ada portuguesa na rua da Mouraria, com a proje\u00e7\u00e3o de duas fachadas da capela por Eduardo Nery (1938-2013). No in\u00edcio do s\u00e9culo XXI foram restaurados os pain\u00e9is de azulejos (2004), a capela sofreu obras de refor\u00e7o da sua estrutura e foram restauradas as pinturas do tecto e dos altares laterais.<\/p><p>Desde 1996 que a Capela de Nossa Senhora da Sa\u00fade \u00e9 considerada \u201cIm\u00f3vel de interesse p\u00fablico\u201d da cidade de Lisboa (Decreto n.\u00ba 2\/96, de 06 de mar\u00e7o).<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PATRIM\u00d3NIO \u00a0 A Capela primitiva foi edificada no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, junto \u00e0 antiga muralha Fernandina, por iniciativa dos artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o do Castelo de S\u00e3o Jorge, ap\u00f3s uma epidemia que afetou Lisboa. Em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, pelo facto daquela epidemia n\u00e3o ter atingido a guarni\u00e7\u00e3o do Castelo, os militares dedicaram a ermida \u00e0 devo\u00e7\u00e3o do santo m\u00e1rtir S\u00e3o Sebasti\u00e3o (tamb\u00e9m militar romano), proclamado patrono de Roma pelo Papa Greg\u00f3rio Magno, devido a uma epidemia que afetou Roma na antiguidade. A Irmandade dos artilheiros foi ganhando import\u00e2ncia e, em 1596, a ermida passou a Igreja paroquial de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, ano em que sofreu algumas obras da autoria do arquiteto Teod\u00f3sio de Frias (1555-1634), que foi o arquiteto do Rei Filipe II em Portugal. S\u00e9culo XVII Em 1661, ap\u00f3s o desentendimento entre os respons\u00e1veis do Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e da Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade, tal situa\u00e7\u00e3o levou os artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o de Lisboa a oferecerem a ermida de S\u00e3o Sebasti\u00e3o para receber a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade e, desde essa data, a ermida passou a designar-se de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. A Irmandade da Senhora da Sa\u00fade, criada em 1570, tinha a sua sede no Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e foi nesse ano que se realizou, pela primeira vez, a prociss\u00e3o de Nossa Senhora da Sa\u00fade, a qual \u00e9 atualmente a mais antiga da cidade de Lisboa (em 20 de abril de 1570). As duas irmandades (S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Nossa Senhora da Sa\u00fade) juntaram-se numa mesma Irmandade, atrav\u00e9s da aprova\u00e7\u00e3o do Papa Alexandre VII, nascendo assim Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, tendo sido colocada, em 20 de Abril de 1662, a imagem da Senhora da Sa\u00fade no altar-mor da Capela. Em dezembro de 1670, foi contratado o mestre marceneiro Manuel Fernandes Valad\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do ret\u00e1bulo e tribuna da capela. \u00a0 S\u00e9culo XVIII Em 1705 a irmandade contratou o arquiteto Jo\u00e3o Antunes para remodelar a capela. Foi nesta fase que foi constru\u00edda a atual fachada em estilo barroco, com o portal barroco de linguagem erudita, com aletas, s\u00edmbolo da arquitectura religiosa barroca. Jo\u00e3o Antunes (1643-1712) foi um arquiteto da Corte Portuguesa, considerado um dos mais importantes do per\u00edodo barroco em Portugal.A sua principal obra foi a Igreja de Santa Engr\u00e1cia (iniciada 1682), em Lisboa, sendo de destacar, tamb\u00e9m em Lisboa, a Igreja do Menino Deus (1711-1737) e a sacristia do Hospital de S\u00e3o Jos\u00e9, antigo Convento e Col\u00e9gio de Santo Ant\u00e3o-o-Novo. Outro trabalho not\u00e1vel foi o t\u00famulo da Princesa Joana no Mosteiro de Jesus, atual Museu de Aveiro. A planta da Capela apresenta uma nave \u00fanica, coberta por ab\u00f3bada estucada e ornamentada com pintura, \u00e0 qual se justap\u00f5em a capela-mor e a sacristia. O terramoto de 1755 n\u00e3o provocou danos graves na Capela, mas depois da cat\u00e1strofe foi reconstru\u00eddo o front\u00e3o da fachada, de estrutura simples, integrando uma pedra com as iniciais A.M. coroadas, que significam Ave Maria. No front\u00e3o de lan\u00e7os, sobre a janela que o encima, ficou o bras\u00e3o de armas portugu\u00eas, repetido no interior sobre o arco triunfal. Foi tamb\u00e9m reconstru\u00edda a capela-mor, coberta por ab\u00f3bada de aresta e totalmente revestida de talha dourada rococ\u00f3 pol\u00edcromada, com trono ao centro, onde est\u00e1 a imagem da padroeira. O tecto simples tem uma pintura ornamental sobre estuque figurando ao centro o monograma mariano. Foi tamb\u00e9m depois do terramoto que nas paredes laterais da nave da Capela foi criado o silhar de azulejo azul e branco com figura\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, da autoria do mestre Ant\u00f3nio de Oliveira Bernardes (1662-1732). Bernardes foi um pintor em tela e em azulejo, nascido no Alentejo, sendo um dos mestres da produ\u00e7\u00e3o do azulejo em Portugal que deixou diversos trabalhos em Estremoz, \u00c9vora, Portalegre, Lisboa, Braga, Barcelos, Ponta Delgada e Cascais. No painel de azulejos da Capela s\u00e3o representadas v\u00e1rias figuras do Antigo Testamento, identificadas nas respetivas legendas (NAAS\/ABRA\u00c3O\/AMINA\/SALOM\u00c3O\/TARE\/ISAAC). A capela-mor ostenta uma esmerada decora\u00e7\u00e3o em talha dourada e pintada, de fei\u00e7\u00e3o rococ\u00f3, particularmente no seu ret\u00e1bulo, formado por colunas salom\u00f3nicas e, um pouco recuadas, colunas caneladas, que sustentam o front\u00e3o ornado de anjos e a c\u00fapula do camarim oval onde surge o trono eucar\u00edstico e, \u00e0 frente, a venerada imagem da padroeira, de roca e vestidos. \u00c9 ainda digna de refer\u00eancia a antiqu\u00edssima imagem de Nossa Senhora da Gra\u00e7a, guardada em maquineta (estrutura em madeira tipo orat\u00f3rio), que tinha sido mandada colocar pelo rei D. Fernando I num nicho, numa porta da Cerca que recebeu o seu nome. S\u00e9culo XIX Depois da \u00e9poca conturbada das invas\u00f5es francesas e dos conflitos internos resultantes da revolu\u00e7\u00e3o liberal, a Irmandade voltou a ter a prote\u00e7\u00e3o dos monarcas, da nobreza, das elites militares e de alguns benem\u00e9ritos. Em 1861, o Rei D. Pedro V elevou a ermida \u00e0 dignidade de Capela Real e nos anos seguintes foram realizadas novas obras, com a abertura de dois altares laterais:\u00a0 no ret\u00e1bulo do lado do Evangelho (altar lateral esquerdo) ficou a imagem de Nossa Senhora da Piedade, ali colocada em 1861, depois de ser retirada \u00a0de um nicho que existia na Rua dos Cavaleiros. Neste altar existe uma l\u00e1pide testemunhando que a iniciativa de cria\u00e7\u00e3o deste altar, em 1864, foi de Ant\u00f3nio Flor\u00eancio de Sousa Pinto (1818-1890). Sousa Pinto era oficial de Artilharia, foi General Diretor Geral de Artilharia, Ministro da Guerra e Ajudante de Campo dos reis D. Fernando e D. Lu\u00eds e Par do Reino. Foi escritor, fundador\u00a0 da Revista Militar e do Gr\u00e9mio Liter\u00e1rio, Presidente da Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha.\u00a0 No altar do lado da ep\u00edstola (altar lateral direito), ficou a imagem do Senhor Jesus dos Aflitos. Sobre a m\u00edsula do lado da ep\u00edstola do arco triunfal est\u00e1 a imagem de Santo Ant\u00f3nio. De destacar o portal seiscentista, ret\u00e1bulo de Br\u00e1s de Almeida e as pinturas de Ant\u00f3nio Machado Sapeiro. Foi tamb\u00e9m nesta \u00e9poca que a capela recebeu algumas das mais not\u00e1veis pe\u00e7as do seu esp\u00f3lio de mantos e vestidos oferecidos em rogo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1770","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1770"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1770\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5579,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1770\/revisions\/5579"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}