{"id":1766,"date":"2025-03-05T09:50:29","date_gmt":"2025-03-05T09:50:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/?page_id=1766"},"modified":"2025-08-19T09:27:33","modified_gmt":"2025-08-19T09:27:33","slug":"historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/historia\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"1766\" class=\"elementor elementor-1766\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4c204b1 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"4c204b1\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;,&quot;shape_divider_bottom&quot;:&quot;curve&quot;,&quot;shape_divider_bottom_negative&quot;:&quot;yes&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-shape elementor-shape-bottom\" aria-hidden=\"true\" data-negative=\"true\">\n\t\t\t<svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 1000 100\" preserveAspectRatio=\"none\">\n\t<path class=\"elementor-shape-fill\" d=\"M500,97C126.7,96.3,0.8,19.8,0,0v100l1000,0V1C1000,19.4,873.3,97.8,500,97z\"\/>\n<\/svg>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-23ee6b6 elementor-invisible elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"23ee6b6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;_animation&quot;:&quot;fadeIn&quot;}\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">HIST\u00d3RIA DA REAL IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DA SA\u00daDE E S\u00c3O SEBASTI\u00c3O<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-16680e0 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"16680e0\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-297bf6e elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"297bf6e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4cfa1d7 e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"4cfa1d7\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fd5a122 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fd5a122\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h5>\u00a0<\/h5><p><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5487 alignleft\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI1.png\" alt=\"\" width=\"95\" height=\"93\" \/>No auge da expans\u00e3o ultramarina, Portugal foi o primeiro poder \u00e0 escala global, formalmente reconhecido atrav\u00e9s da bula papal que foi o Tratado de Tordesilhas (1494). Os poderes pol\u00edtico e militar do reino estavam muito ligados \u00e0 religi\u00e3o, tendo surgido, em 1505, a Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, como congrega\u00e7\u00e3o dos artilheiros de Lisboa.<\/p><p>A afirma\u00e7\u00e3o do nosso poder naval era acompanhado do desenvolvimento da artilharia (dos navios e de defesa da costa) e assim foi criado o primeiro corpo de artilheiros de car\u00e1cter permanente, os \u201cBombardeiros da N\u00f3mina\u201d (com 100 militares) oficialmente criado em 1515 pelo rei D. Manuel I. A Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, criada em 1505, era assim a congrega\u00e7\u00e3o dos artilheiros de Lisboa, numa \u00e9poca em que esta especialidade militar tinha grande import\u00e2ncia em terra e no mar. Entre outros casos, foi neste per\u00edodo que foi constru\u00edda, na ilha de Mo\u00e7ambique, a fortaleza de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, para dar prote\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0s naus em tr\u00e2nsito para o Oriente (a chamada Carreira da \u00cdndia),\u00a0 considerada o mais representativo exemplo da arquitetura militar portuguesa na costa da \u00c1frica oriental.<\/p><p>A capela primitiva foi edificada no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, junto \u00e0 antiga muralha Fernandina, por iniciativa dos artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o do Castelo de S\u00e3o Jorge, ap\u00f3s uma epidemia que assolou Lisboa. Em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo facto daquela epidemia n\u00e3o ter atingido a guarni\u00e7\u00e3o do Castelo, os militares dedicaram a ermida \u00e0 devo\u00e7\u00e3o do santo m\u00e1rtir S\u00e3o Sebasti\u00e3o, (tamb\u00e9m militar romano) proclamado patrono de Roma pelo Papa Greg\u00f3rio Magno, devido a uma situa\u00e7\u00e3o epid\u00e9mica que afetou Roma na antiguidade.<\/p><p>Ap\u00f3s a epidemia de 1569, foi criada a Irmandade da Nossa Senhora da Sa\u00fade, a qual tinha a sua sede no Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os, onde permanecia, no Orat\u00f3rio do Col\u00e9gio, a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade.<\/p><hr \/><p><em>Decorria o ano de 1273 quando a rainha D.\u00aa Beatriz (popularmente conhecida por D.\u00aa Brites), mulher de D. Afonso III, fundou o primitivo Col\u00e9gio para meninos orf\u00e3os.\u00a0\u00a0<\/em><em>Em 1549, D.\u00aa Catarina reformou-o e fundou-o de novo, a inst\u00e2ncias do padre catal\u00e3o Dom\u00e9nech, com a designa\u00e7\u00e3o de Col\u00e9gio dos Meninos Orf\u00e3os.<\/em><\/p><hr \/><p>No ano de 1570 (em 20 de abril, uma quinta-feira) realizou-se a primeira Prociss\u00e3o de Nossa Senhora da Sa\u00fade, a mais antiga da cidade de Lisboa.<\/p><p>A Irmandade dos artilheiros foi ganhando import\u00e2ncia, especialmente durante o reinado de D. Sebasti\u00e3o e, em 1596, a ermida passou a Igreja paroquial de S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XVII<\/strong><\/h5><p>Pr\u00f3ximo da zona onde se localizava a Capela dos artilheiros foi criado, em 1590, o col\u00e9gio jesu\u00edta de Santo Ant\u00e3o-o-Novo e a c\u00e9lebre \u201cAula da Esfera\u201d, a mais importante institui\u00e7\u00e3o de ensino e pr\u00e1tica cient\u00edfica em Portugal (na qual se lecionava geometria, aritm\u00e9tica, trigonometria, cosmografia, astronomia, n\u00e1utica e arquitetura militar), e era tamb\u00e9m, numa encosta a norte da Capela, que funcionava a \u201cbarreira\u201d, uma carreira de tiro onde os artilheiros exercitavam o tiro de artilharia.<\/p><p>Em 1641 o rei D. Jo\u00e3o IV reorganizou o corpo de bombardeiros da N\u00f3mina (de 1515), aumentando o seu efetivo de 100 para 300 homens\u00a0 (200 portugueses e 100 estrangeiros) e criou a Aula de Artilharia e Esquadria, considerada a primeira escola superior militar portuguesa. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o da escola de artilharia, foi constitu\u00edda uma nova estrutura org\u00e2nica na artilharia do reino com a cria\u00e7\u00e3o de novos cargos, como o Capit\u00e3o de Bombardeiros (subordinado ao Tenente General da Artilharia do reino) e o Condest\u00e1vel, que era o comandante da guarni\u00e7\u00e3o de cada boca de fogo.<\/p><p>Em 1647, atrav\u00e9s de um alvar\u00e1 de 27 maio, foi definido que \u201caos condest\u00e1veis que assentassem pra\u00e7a para servir na \u00cdndia se tirassem 400 r\u00e9is e aos artilheiros 200 r\u00e9is para se refazer do necess\u00e1rio para o culto da Ermida de S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u201d.<\/p><p>Ap\u00f3s o desentendimento entre os respons\u00e1veis do Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e da Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade, em 1661, os artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o de Lisboa ofereceram a capela de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que ficava quase defronte, para acolher a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade, passando aquele local de culto a designar-se de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. As duas irmandades, a de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e a de Nossa Senhora da Sa\u00fade, juntaram-se assim numa mesma Irmandade, com a aprova\u00e7\u00e3o do Papa Alexandre VII, nascendo a atual Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. A 20 de Abril de 1662, a imagem da Senhora da Sa\u00fade foi colocada no altar-mor da capela.<\/p><p>Durante a guerra da Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia (1640-1668) os artilheiros ganharam mais import\u00e2ncia, recebendo a influ\u00eancia dos militares estrangeiros que apoiaram a causa portuguesa. Depois da guerra, o corpo de artilheiros foi organizado como Tro\u00e7o de Artilharia (criado oficialmente em 1677), a primeira unidade de artilharia constitu\u00edda por pessoal j\u00e1 com condi\u00e7\u00e3o militar.\u00a0 Esta foi a grande reforma da artilharia em Portugal, ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do corpo de bombardeiros, em 1515, e da sua reorganiza\u00e7\u00e3o em 1641.<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XVIII<\/strong><\/h5><p>Durante o s\u00e9culo XVIII, a capela dos artilheiros sofreu diversas obras segundo o estilo barroco, refletindo a melhoria econ\u00f3mica no per\u00edodo do ouro do Brasil e depois do terramoto de 1755, atrav\u00e9s de algumas obras de restauro. Foi constru\u00edda a atual fachada em estilo barroco e, ap\u00f3s o terramoto, foi reconstruida a capela-mor, onde est\u00e1 a imagem da padroeira. Em 1723, o culto a Nossa Senhora da Sa\u00fade foi novamente refor\u00e7ado quando um surto de febre amarela (v\u00f3mito negro) assolou Lisboa e a popula\u00e7\u00e3o rogou \u00e0 Virgem a salva\u00e7\u00e3o da sua terra. Em Lisboa, nesse ano de 1723, morreram 6000 pessoas vitimas de febre amarela (doen\u00e7a causada por um esp\u00e9cie de mosquito que ter\u00e1 chegado a Lisboa, vinda das terras do Brasil), durante a \u00e9poca do ciclo do ouro do Brasil, de intensos contactos entre aquela col\u00f3nia e a metr\u00f3pole.<\/p><h5><strong>S\u00e9culo XIX<\/strong><\/h5><h5><strong><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5488 alignleft\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI2-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI2-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI2.jpg 315w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/strong><\/h5><p>Depois da \u00e9poca conturbada das invas\u00f5es francesas e dos conflitos internos resultantes da revolu\u00e7\u00e3o liberal, a Irmandade voltou a ter a prote\u00e7\u00e3o dos monarcas, da nobreza, das elites militares e de alguns benem\u00e9ritos.<\/p><p><em>Em Portugal o culto a Maria Nossa Senhora (culto mariano) foi muito desenvolvido na segunda metade do s\u00e9culo XIX (ap\u00f3s 1854), principalmente na religiosidade popular, atrav\u00e9s das prociss\u00f5es, das romarias e dos c\u00edrios, quase todos dedicados a Nossa Senhora.<\/em><\/p><p>Em 1861, o rei D. Pedro V elevou a ermida \u00e0 dignidade de Capela Real e, neste per\u00edodo, foi relevante a influ\u00eancia do ilustre oficial de artilharia, o General Ant\u00f3nio Flor\u00eancio de Sousa Pinto (1818-1890), que foi Diretor Geral de Artilharia, Ministro da Guerra e Ajudante de Campo dos reis D. Fernando II e D. Lu\u00eds. Foi Par do Reino, escritor, fundador\u00a0 da Revista Militar e do Gr\u00e9mio Liter\u00e1rio, Presidente da Sociedade Hist\u00f3rica da Independ\u00eancia de Portugal e presidente da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha.<\/p><p>Foi tamb\u00e9m nesta \u00e9poca que a capela recebeu algumas das mais not\u00e1veis pe\u00e7as do seu esp\u00f3lio de mantos e vestidos, tal como o vestido de casamento de D.\u00aa Maria Ana de \u00c1ustria com D. Jo\u00e3o V, um outro oferecido por D. Miguel e, ainda outro, doado pela rainha D.\u00aa Maria II.<\/p><p><strong><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-5489 alignright\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI3-293x300.jpg\" alt=\"\" width=\"293\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI3-293x300.jpg 293w, https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/RI3.jpg 323w\" sizes=\"(max-width: 293px) 100vw, 293px\" \/><\/strong><\/p><p>No final do s\u00e9culo XIX com a heran\u00e7a deixada \u00e0 Irmandade pela benem\u00e9rita D.\u00aa Maria Balbina dos Reis Pinto, a Irmandade criou em Campo de Ourique, um Lar de Cegos para pobres. Foi assim criado em 1897 o Asilo de Cegos de Nossa Senhora da Sa\u00fade, (com estatutos aprovados pelo Governo Civil de Lisboa a 28 de julho de 1897) inaugurado no dia 1 de abril de 1898. O antigo Asilo de Cegos passou por algumas reorganiza\u00e7\u00f5es no s\u00e9culo XX, assumindo atualmente a designa\u00e7\u00e3o de Funda\u00e7\u00e3o-Lar de Nossa Senhora da Sa\u00fade, com o estatuto de IPSS (Institui\u00e7\u00e3o Particular de Solidariedade Social), sem fins lucrativos.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8d2269a e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"8d2269a\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d969cbf elementor-widget elementor-widget-spacer\" data-id=\"d969cbf\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"spacer.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-spacer\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-spacer-inner\"><\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-31a9aec e-flex e-con-boxed wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no wpr-equal-height-no e-con e-parent\" data-id=\"31a9aec\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4fd9af9 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"4fd9af9\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Descri\u00e7\u00e3o e simbologia das armas<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c053678 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c053678\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div>\u00a0<\/div><div><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3926 alignright\" src=\"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/logo-rinsss.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"294\" \/>DOIS ESCUDOS FRANCESES ACOLADOS:<\/p><p>\u2013 o da dextra de azul, um monograma de Santa Maria de ouro;<\/p><\/div><div><p>\u2013 o da sinistra de prata, cinco escudetes de azul em cruz, os dos flancos apontados ao centro carregados, cada um, de cinco besantes de prata; bordadura de vermelho carregada de sete castelos de ouro abertos e iluminados de azul (armas nacionais).<\/p><\/div><div><p>Os escudos s\u00e3o rodeados de ramos, o da dextra de oliveira folhado de verde e frutado de ouro e o da sinistra de carvalho folhado de verde e landado de ouro, atados de prata.<\/p><\/div><div><p>O conjunto \u00e9 rematado por coroa real sobre tr\u00eas grinaldas de ouro, uma sobreposta aos escudos e as outras a lade\u00e1-los.<\/p><\/div><div><p>UMA POSS\u00cdVEL INTERPRETA\u00c7\u00c3O SIMBOL\u00d3GICA<\/p><\/div><div><p>O AZUL, lembra a cor dum c\u00e9u l\u00edmpido e representa a gra\u00e7a de Nossa Senhora da Sa\u00fade, que dessas alturas celestes sempre tem auxiliado a irmandade.<\/p><\/div><div><div><p>Irmandade dedicada \u00e0 exalta\u00e7\u00e3o dos valores crist\u00e3os, aqui representados pelo RAMO DE OLIVEIRA s\u00edmbolo tradicional de paz.<\/p><\/div><div><p>\u2013 Foi no Jardim das Oliveiras, na base do Monte Olivete que Jesus teve a sua agonia de suor de sangue;<\/p><\/div><div><p>\u2013 foi tamb\u00e9m a\u00ed que foi tra\u00eddo por Judas come\u00e7ando a sua verdadeira &#8220;cruz&#8221;, que redimiu o Homem dando-lhe a paz. Assim, a oliveira e a cruz s\u00e3o s\u00edmbolos essenciais do Cristianismo e imortalizados at\u00e9 ao presente.<\/p><\/div><div><p>A reden\u00e7\u00e3o do Homem exige da irmandade for\u00e7a e coragem, aqui representadas pelo RAMO DE CARVALHO.<\/p><\/div><div><p>\u2013 O carvalho adulto transmite a ideia de for\u00e7a, o que leva a que tenha assumido esse valor em muitas culturas. A sua for\u00e7a permite-lhe enfrentar as inclem\u00eancias do ambiente sem se dobrar, como que dotado de coragem, outro atributo que tamb\u00e9m lhe \u00e9 tradicional.<\/p><\/div><div><p>A FITA DE PRATA, metal que representa a gra\u00e7a, une o Ramo de Oliveira e de Carvalho, numa associa\u00e7\u00e3o que lembra o apoio secular de Nossa Senhora \u00e0 Irmandade.<\/p><\/div><div><p>Os esmaltes significam:<\/p><\/div><div><p>\u2013 O Ouro, fidelidade e const\u00e2ncia;<\/p><\/div><div><p>\u2013A Prata, esperan\u00e7a e veneramento;<\/p><\/div><div><p>\u2013O Verde, amor e f\u00e9.<\/p><\/div><div><div><p>8\/3\/2006\u00a0 &#8211; Jos\u00e9 Cola\u00e7o.<\/p><\/div><\/div><\/div>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIST\u00d3RIA DA REAL IRMANDADE DE NOSSA SENHORA DA SA\u00daDE E S\u00c3O SEBASTI\u00c3O \u00a0 No auge da expans\u00e3o ultramarina, Portugal foi o primeiro poder \u00e0 escala global, formalmente reconhecido atrav\u00e9s da bula papal que foi o Tratado de Tordesilhas (1494). Os poderes pol\u00edtico e militar do reino estavam muito ligados \u00e0 religi\u00e3o, tendo surgido, em 1505, a Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, como congrega\u00e7\u00e3o dos artilheiros de Lisboa. A afirma\u00e7\u00e3o do nosso poder naval era acompanhado do desenvolvimento da artilharia (dos navios e de defesa da costa) e assim foi criado o primeiro corpo de artilheiros de car\u00e1cter permanente, os \u201cBombardeiros da N\u00f3mina\u201d (com 100 militares) oficialmente criado em 1515 pelo rei D. Manuel I. A Irmandade de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, criada em 1505, era assim a congrega\u00e7\u00e3o dos artilheiros de Lisboa, numa \u00e9poca em que esta especialidade militar tinha grande import\u00e2ncia em terra e no mar. Entre outros casos, foi neste per\u00edodo que foi constru\u00edda, na ilha de Mo\u00e7ambique, a fortaleza de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, para dar prote\u00e7\u00e3o e apoio \u00e0s naus em tr\u00e2nsito para o Oriente (a chamada Carreira da \u00cdndia),\u00a0 considerada o mais representativo exemplo da arquitetura militar portuguesa na costa da \u00c1frica oriental. A capela primitiva foi edificada no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, junto \u00e0 antiga muralha Fernandina, por iniciativa dos artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o do Castelo de S\u00e3o Jorge, ap\u00f3s uma epidemia que assolou Lisboa. Em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as pelo facto daquela epidemia n\u00e3o ter atingido a guarni\u00e7\u00e3o do Castelo, os militares dedicaram a ermida \u00e0 devo\u00e7\u00e3o do santo m\u00e1rtir S\u00e3o Sebasti\u00e3o, (tamb\u00e9m militar romano) proclamado patrono de Roma pelo Papa Greg\u00f3rio Magno, devido a uma situa\u00e7\u00e3o epid\u00e9mica que afetou Roma na antiguidade. Ap\u00f3s a epidemia de 1569, foi criada a Irmandade da Nossa Senhora da Sa\u00fade, a qual tinha a sua sede no Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os, onde permanecia, no Orat\u00f3rio do Col\u00e9gio, a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade. Decorria o ano de 1273 quando a rainha D.\u00aa Beatriz (popularmente conhecida por D.\u00aa Brites), mulher de D. Afonso III, fundou o primitivo Col\u00e9gio para meninos orf\u00e3os.\u00a0\u00a0Em 1549, D.\u00aa Catarina reformou-o e fundou-o de novo, a inst\u00e2ncias do padre catal\u00e3o Dom\u00e9nech, com a designa\u00e7\u00e3o de Col\u00e9gio dos Meninos Orf\u00e3os. No ano de 1570 (em 20 de abril, uma quinta-feira) realizou-se a primeira Prociss\u00e3o de Nossa Senhora da Sa\u00fade, a mais antiga da cidade de Lisboa. A Irmandade dos artilheiros foi ganhando import\u00e2ncia, especialmente durante o reinado de D. Sebasti\u00e3o e, em 1596, a ermida passou a Igreja paroquial de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. S\u00e9culo XVII Pr\u00f3ximo da zona onde se localizava a Capela dos artilheiros foi criado, em 1590, o col\u00e9gio jesu\u00edta de Santo Ant\u00e3o-o-Novo e a c\u00e9lebre \u201cAula da Esfera\u201d, a mais importante institui\u00e7\u00e3o de ensino e pr\u00e1tica cient\u00edfica em Portugal (na qual se lecionava geometria, aritm\u00e9tica, trigonometria, cosmografia, astronomia, n\u00e1utica e arquitetura militar), e era tamb\u00e9m, numa encosta a norte da Capela, que funcionava a \u201cbarreira\u201d, uma carreira de tiro onde os artilheiros exercitavam o tiro de artilharia. Em 1641 o rei D. Jo\u00e3o IV reorganizou o corpo de bombardeiros da N\u00f3mina (de 1515), aumentando o seu efetivo de 100 para 300 homens\u00a0 (200 portugueses e 100 estrangeiros) e criou a Aula de Artilharia e Esquadria, considerada a primeira escola superior militar portuguesa. Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o da escola de artilharia, foi constitu\u00edda uma nova estrutura org\u00e2nica na artilharia do reino com a cria\u00e7\u00e3o de novos cargos, como o Capit\u00e3o de Bombardeiros (subordinado ao Tenente General da Artilharia do reino) e o Condest\u00e1vel, que era o comandante da guarni\u00e7\u00e3o de cada boca de fogo. Em 1647, atrav\u00e9s de um alvar\u00e1 de 27 maio, foi definido que \u201caos condest\u00e1veis que assentassem pra\u00e7a para servir na \u00cdndia se tirassem 400 r\u00e9is e aos artilheiros 200 r\u00e9is para se refazer do necess\u00e1rio para o culto da Ermida de S\u00e3o Sebasti\u00e3o\u201d. Ap\u00f3s o desentendimento entre os respons\u00e1veis do Col\u00e9gio dos Meninos \u00d3rf\u00e3os e da Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade, em 1661, os artilheiros da guarni\u00e7\u00e3o de Lisboa ofereceram a capela de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que ficava quase defronte, para acolher a imagem de Nossa Senhora da Sa\u00fade, passando aquele local de culto a designar-se de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. As duas irmandades, a de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e a de Nossa Senhora da Sa\u00fade, juntaram-se assim numa mesma Irmandade, com a aprova\u00e7\u00e3o do Papa Alexandre VII, nascendo a atual Irmandade de Nossa Senhora da Sa\u00fade e de S\u00e3o Sebasti\u00e3o. A 20 de Abril de 1662, a imagem da Senhora da Sa\u00fade foi colocada no altar-mor da capela. Durante a guerra da Restaura\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia (1640-1668) os artilheiros ganharam mais import\u00e2ncia, recebendo a influ\u00eancia dos militares estrangeiros que apoiaram a causa portuguesa. Depois da guerra, o corpo de artilheiros foi organizado como Tro\u00e7o de Artilharia (criado oficialmente em 1677), a primeira unidade de artilharia constitu\u00edda por pessoal j\u00e1 com condi\u00e7\u00e3o militar.\u00a0 Esta foi a grande reforma da artilharia em Portugal, ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o do corpo de bombardeiros, em 1515, e da sua reorganiza\u00e7\u00e3o em 1641. S\u00e9culo XVIII Durante o s\u00e9culo XVIII, a capela dos artilheiros sofreu diversas obras segundo o estilo barroco, refletindo a melhoria econ\u00f3mica no per\u00edodo do ouro do Brasil e depois do terramoto de 1755, atrav\u00e9s de algumas obras de restauro. Foi constru\u00edda a atual fachada em estilo barroco e, ap\u00f3s o terramoto, foi reconstruida a capela-mor, onde est\u00e1 a imagem da padroeira. Em 1723, o culto a Nossa Senhora da Sa\u00fade foi novamente refor\u00e7ado quando um surto de febre amarela (v\u00f3mito negro) assolou Lisboa e a popula\u00e7\u00e3o rogou \u00e0 Virgem a salva\u00e7\u00e3o da sua terra. Em Lisboa, nesse ano de 1723, morreram 6000 pessoas vitimas de febre amarela (doen\u00e7a causada por um esp\u00e9cie de mosquito que ter\u00e1 chegado a Lisboa, vinda das terras do Brasil), durante a \u00e9poca do ciclo do ouro do Brasil, de intensos contactos entre aquela col\u00f3nia e a metr\u00f3pole. S\u00e9culo XIX Depois da \u00e9poca conturbada das invas\u00f5es francesas e dos conflitos internos resultantes da revolu\u00e7\u00e3o liberal, a Irmandade voltou a ter a prote\u00e7\u00e3o dos monarcas, da nobreza, das elites militares e de alguns<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1766","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1766","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1766"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1766\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5492,"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1766\/revisions\/5492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.flcegos.pt\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}