Real Irmandade de NSSSS

Santos Padroeiros

O Culto aos Santos Padroeiros

Na origem e ao longo da história da Irmandade, destaca-se o culto a São Sebastião e a Nossa Senhora da Saúde, principalmente em três momentos marcantes em que a cidade de Lisboa sofreu graves epidemias (1506, 1569 e 1723).

 

Nossa Senhora da Saúde

Em Portugal, o culto a Nossa Senhora remonta à fundação da nacionalidade e deu origem a mosteiros, ermidas, igrejas e santuários que, ao longo da nossa história, testemunham a importância do culto mariano. Em maio de 1569, no primeiro ano do reinado de D. Sebastião, Lisboa começou a sofrer os efeitos de uma terrível peste que causou milhares de mortos. Em outubro a epidemia abrandou e o Rei D. Sebastião ordenou ao Senado da Câmara de Lisboa que fosse realizada uma procissão em ação de graças. A 20 de Abril de 1570, o Senado da Câmara realizou uma procissão pelas ruas da cidade, dando graças “pelos grandes milagres e maravilhas que operara, restituindo a saúde à cidade e desimpedindo-a de tão grande fogo e mal contagioso”.

No ano de 1723, o culto a Nossa Senhora da Saúde foi novamente reforçado quando um surto de febre amarela (vómito negro) assolou Lisboa e a população rogou à virgem a salvação da sua terra. Em Lisboa nesse ano de 1723 morreram 6000 pessoas vítimas da febre amarela, causada por mosquitos vindos do Brasil. Já na idade contemporânea, o culto mariano foi muito desenvolvido na segunda metade do século XIX (após 1854), principalmente na religiosidade popular através das procissões, das romarias e dos círios, quase todos dedicados a Nossa Senhora.

 

 São Sebastião – o Mártir

O culto a São Sebastião teve origem no início do século XVI, quando os artilheiros da guarnição do Castelo de São Jorge, após uma epidemia que afetou Lisboa, evocaram aquele mártir em ação de graças pelo facto da epidemia não ter atingido a guarnição do Castelo. O santo mártir São Sebastião já havia sido proclamado patrono de Roma pelo Papa Gregório Magno, devido a uma epidemia que afetou Roma na antiguidade.

No inicio do século XVI, era padroeiro dos artilheiros de Lisboa o Santo Mártir S.Sebastião, o que deu origem à Irmandade dos Artilheiros (São Sebastião) que, mais tarde (século XVII), se juntou à Irmandade da Senhora da Saúde, formando a Irmandade de Nossa Senhora da Saúde e de São Sebastião.

Sebastião foi um mártir romano do final do século III, cujo culto se estendeu rapidamente por todo o mundo cristão depois de proclamado patrono de Roma pelo Papa Gregório Magno (590-604), devido à epidemia que grassou naquela cidade por mais de trinta anos.

Em Portugal teve uma devoção muito forte, como advogado contra os males da peste, da fome e da guerra. Em Lisboa ficou célebre como padroeiro dos artilheiros do Castelo, quando uma peste assolou Lisboa causando milhares de vítimas em 1505-1506.

 

Santa Bárbara, padroeira dos Artilheiros

Todos os anos, no dia 4 de dezembro, a nossa Irmandade celebra o dia de Santa Bárbara, com a presença de muitos fiéis e militares que, nesse dia, evocam também o dia da Artilharia.

A Senhora da Saúde foi padroeira da arma de Artilharia do Exército português até ao ano de 1959, ano a partir do qual foi formalmente estabelecida Santa Bárbara como padroeira da Artilharia, e o dia 4 de dezembro como o dia da Artilharia portuguesa.

Santa Bárbara foi proclamada Padroeira da Arma de Artilharia pela Portaria de 6 de Maio de 1959 (Ordem do Exército – 1ª Série, de 30 de Maio de 1959).

Ainda antes de Nossa Senhora da Saúde, o mais antigo Santo da devoção dos artilheiros de Portugal foi São Bartolomeu, muito adorado pelos bombardeiros alemães que serviam em Portugal no reinado de D. João III (entre 1521 e 1557).

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